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Compilado de 2018

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Como fiz no ano passado e retrasado, resolvi fazer esse compilado anual outra vez para compartilhar os artistas, bandas, músicas e álbuns que mais ouvi nesse ano, as séries e filmes que assisti, e algumas leituras.E atrasada como nunca, tenho a coragem de publicar isso no começo de Fevereiro ¯\_(ヅ)_/¯. 
Música
Petula Clark
Foi a cantora que mais ouvi esse ano 2018. É só olhar a quantidade de plays que tenho noLastsó nela. Comecei com Downtown que é uma das minhas canções favoritas graças a primeira cena do primeiro episódio da terceira temporada de Lost (assisti essa série em 2016 e até hoje continuo falando nela). Depois fui ouvirthe greatest hits of  Petula Clarke não parei desde então. A maioria das músicas da Petula são animadas e dançantes (principalmente as mais antigas), mesmo que as letras nem sempre sejam tão alegres quanto o ritmo. Não é à toa que foi a cantora que mais ouvi nesse ano 2018 (muito mais que Fiona Apple, mas Fiona continua sendo minha favorita ❤), a…

Poema ''Torturas'' de Wislawa Szymborska

Nada mudou.
O corpo sente dor,
necessita comer, respirar e dormir,
tem a pele tenra e logo abaixo sangue,
tem uma boa reserva de unhas e dentes,
ossos frágeis, juntas alongáveis.
Nas torturas leva-se tudo isso em conta.

Nada mudou.
Treme o corpo como tremia
antes de se fundar Roma e depois de fundada,
no século XX antes e depois de Cristo,
as torturas são como eram, só a terra encolheu
e o que quer que se passe parece ser na porta ao lado.

Nada mudou.
Só chegou mais gente,
e às velhas culpas se juntaram novas,
reais, impostas, momentâneas, inexistentes,
mas o grito com que o corpo responde por elas
foi, é e será o grito da inocência
segundo escala e registro sempiternos.

Nada mudou.
Exceto talvez os modos, as cerimônias, as danças.
O gesto da mão protegendo o rosto,
esse permaneceu o mesmo.
O corpo se enrosca, se debate, se contorce,
cai se lhe falta o chão, encolhe as pernas,
fica roxo, incha, baba e sangra.

Nada mudou.
Além do curso dos rios,
do contorno das costas, matas, desertos …

Epígrafe às armas

Em microcéfalos O tiro sempre sai pela culatra Mas, a bala nunca atinge a cabeça.
...

''Era para já não mais ocorrerem algumas desgraças: a guerra por exemplo, e a fome e assim por diante''.

- Trecho do poema ''Ocaso do século'' de Wislawa Szymborska.

Covardes

Covardes, aqueles que se debruçam em memórias
Aqueles que se têm de todas as maneiras
E de todas as maneiras, insuficientes

Pois em verdade, eles já haviam reservado todas as partidas
Camufladas em cada beijo
Ocultado do destino. 

No fundo, sei que todos nós estamos trancafiados sob ameaça do destino

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09.04.18
Hoje eu acordei com meus olhos cansados. E eles permaneceram assim o dia inteiro. Mesmo as distrações fictícias, os desvios mentais, a aprendizagem, o racionalismo, nada disso evitou que eu chegasse no mesmo lugar. Em mim, vejo um espelho que é capaz de refletir um único indivíduo: eu mesmo, e nada além. Às vezes tenho a impressão do reflexo do meu quarto dentro do espelho ser maior do que o próprio quarto. Tenho a mesma impressão do espelho dentro de mim. Ainda me sinto com dezesseis anos, só que mais sentimental e emocionalmente inválida, apesar de ter as emoções e ser a favor de todas elas, é como se elas devessem estar em outra pessoa, não em mim. Porque sou a favor de sua existência, mas não em mim. Porque eu sou, por mim, algo solitário que não deve ser habitado sob hipótese alguma. Alguns destinos são inalteráveis, mesmo com o livre arbítrio ao lado. Algumas coisas não são para ser e acontecer. E seria imaturidade a minha evitar o que eu sou e o que deve…

Morte da esperança

Quando corri para os rochedos
Havia algo terrivelmente errado
Era a minha correria
E o que me movia era uma espécie de desespero assombrado

Já não me parecia ter qualquer vínculo com leis naturais
Fosse o destino a maior das verdades, e a mais truculenta
Fosse o tempo um cálculo alterado, e a resposta uma mentira perversa
Tudo o que existia era uma cruel vontade de matar ou morrer

Quando me aproximei dos rochedos
Tropecei, caindo de cara ao chão
E o choque entre objeto e cenário, me paralisou de todas as maneiras possíveis
Tornando a verdade letalmente desistente

A verdade era aquela: não havia mais nada que se pudesse fazer
Nada que quisesse ou merecesse resgate
Pressionei o rosto contra o chão
Desejando com todo o martírio que alguém conseguisse ter

Que a terra se apossasse de mim
Que cobrisse e jazesse aquele remorso daquela memória
Que me sussurrava a todo momento palavras de uma incompreensão nervosa
Passado algum tempo despercebido

Finalmente virei a face ao lado direito, na …

As epígrafes do Eu

''Fadado ao tempo...''
''Vogais gêmeas...''
''Casal ateu...''
''Rainhas dos hemisférios...''
''Etimologia dos términos...''
''Apaixonadas pelas próprias fronteiras...''
''Resposta alternativa à arrogância moderna...''
''Postulado de objeções...''
''Orgulho do mundo...''
''Ilusão de progresso...''
''Voz do silêncio...''
''Bálsamo de arrependimentos...''
''Jaula da alma...''
''Segredo humano...''
''Natureza indômita...''
''Pregadoras de definições...''
''Hegemonia de desvirtuamentos...''
''Convocatória indiscutível...''
''Zeitgeist aliado...''
''Instância metafísica...''
''Aquilo que se respeita, mas se contesta...''
''Incompreensível ser amado quando se sabe de seu des…

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''I was staring at the sky, just looking for a star to pray on, or wish on, or something like that''.