Compilado de 2018

Totalmente eu em 2018 (e em 2019 provavelmente também). Imagem do Instagram @mehmetgeren


Como fiz no ano passado e retrasado, resolvi fazer esse compilado anual outra vez para compartilhar os artistas, bandas, músicas e álbuns que mais ouvi nesse ano, as séries e filmes que assisti, e algumas leituras. E atrasada como nunca, tenho a coragem de publicar isso no começo de Fevereiro ¯\_(ヅ)_/¯. 

Música

  Petula Clark

Foi a cantora que mais ouvi esse ano 2018. É só olhar a quantidade de plays que tenho no Last só nela. Comecei com Downtown que é uma das minhas canções favoritas graças a primeira cena do primeiro episódio da terceira temporada de Lost (assisti essa série em 2016 e até hoje continuo falando nela). Depois fui ouvir the greatest hits of  Petula Clark e não parei desde então. A maioria das músicas da Petula são animadas e dançantes (principalmente as mais antigas), mesmo que as letras nem sempre sejam tão alegres quanto o ritmo. Não é à toa que foi a cantora que mais ouvi nesse ano 2018 (muito mais que Fiona Apple, mas Fiona continua sendo minha favorita ❤), a alegria que as músicas da Petula Clark passam é contagiante e viciante (e convenhamos, 2018 foi um ano difícil de engolir, então só as músicas da Petula pra tornarem os dias menos cinzas). As minhas favoritas são I couldn't live without your love, I know a place, colour my world, majorca, I love a violin, crazy otto rag, the pendulum song, endgame, e blackbird. Mas recomendo absolutamente tudo pra quem gosta de música dos anos 60, principalmente os álbuns The pye anthology, e C'est ma chanson (os álbuns no caso estão disponíveis no spotify, mas ao que me consta, você consegue achar todas as músicas dela no youtube).

Johnny Cash

Também foi o cantor que mais ouvi esse ano 2018. Não que seja uma novidade pra mim, mas por mais chocante e absurdo que isso pareça, na primeira vez que ouvi Out among the stars (a primeira música que escutei do Johnny), eu não gostei. Tive que ouvir umas três ou quatro vezes pra gostar (curiosamente, isso acontece mais do que se possa imaginar comigo, é difícil eu gostar de uma música instantaneamente, leva um certo tempo ou N tentativas pra eu realmente ter certeza se gosto ou não). Mas a partir do momento em que passei a gostar, não parei mais de ouvi-lo. A minha favorita do Johnny é If I were a carpenter (aliás, tenho uma forte tendência a adorar todas as músicas que ele cantava com a esposa dele). Call your mother, after all, out among the stars, don't you think it's come our time, she used to love me a lot, cocaine-carolina, reason to believe e father and son (em que ele canta com a Fiona Apple) são outras. Eu até criei uma playlist no spotify com as músicas que eu mais gosto do Johnny Cash, tamanho foi e ainda está sendo o meu vício.

  Urban Hymns, The Verve

Do The Verve, particularmente, não consigo ouvir outro álbum além desse. Tem algo de muito puro e delicado nesse álbum que o tornam único, talvez venha daí o fato de eu não conseguir escutar os outros álbuns da banda e urban hymns ter sido um dos álbuns que mais escutei em 2018. A minha favorita é sonnet, mas adoro space and time, catching the butterfly, one day, the drugs don't work, e lucky man.   





Be The Cowboy, Mitski

Eu ainda não consigo acreditar que a Mitski criou um álbum melhor que puberty 2. Descobri a Mitski em 2017, e puberty 2 havia sido um dos álbuns que mais gostei, apesar de não ter chegado a mencioná-lo no compilados do ano passado. Puberty 2 é muito nostálgico, é quase como resgatar uma época, só que com a cabeça de agora. E eu jamais imaginaria que ela conseguiria superar esse álbum. Particularmente, achei que Be the cowboy da Mitski transmite uma sensação parecida com a que Melodrama da Lorde passa, porque assim como Melodrama, Be the cowboy mostra um certo processo de amadurecimento emocional, e isso fica bem claro em Nobody, só que de um modo mais simples, e menos exagerado, admito (mas ainda adoro Melodrama ❤). A minha canção favorita do álbum é a última, two slow dancers, depois vem nobody, washing machine heart, me and my husband. 

  Ruins, First Aid Kit

Conheço First Aid Kit desde 2014, ouvia uma música aqui e ali que gostava delas, mas em Setembro desse ano, como passei a ter spotify premium, fiquei livre pra ouvir os álbuns que eu quisesse e se não gostasse, pulava pra outro. Então, dei uma olhada no perfil delas no spotify e vi que tinha esse álbum novo e fui ouvi-lo. Desde então, não paro mais de ouvir rebel heart, a primeira música do álbum, que é a minha favorita junto com to live a life, pois sou totalmente incapaz de escolher uma das duas. Também gosto muito de fireworks, ruins, nothing has to be true e it's a shame que tem um clipe muito divertido.


The Kick Inside, Kate Bush

Nunca tinha parado pra ouvir nada da Kate Bush além do clichê Wuthering Heights, mesmo amando essa música (melhor clichê, aliás). A Kate era o tipo de artista que eu adiava ouvir os álbuns, até que decidi ouvir o primeiro álbum dela. E que álbum maravilhoso, gostei dele logo de cara, no momento que o ouvi. Não sei dizer qual é a minha música favorita desse álbum pois cada música é marcante do seu modo próprio, mas oh to be in love, room for the life e wuthering heights são as minhas favoritas.




  Haha sound, Broadcast

Eu citei o Broadcast no compilados do ano passado e estou citando novamente porque que banda, que álbuns, que músicas (!). Mas, apesar disso, pode ser uma sugestão meio questionável, pois acredito que não tem um meio termo quanto a Broadcast, ou você gosta das músicas ou você não gosta, vai do gosto de cada um. O som, o ritmo, as melodias principalmente (maravilhosas e geniais, particularmente) são esquisitas mesmo, confesso. Mas amo essa confusão e esse caos minimalistas nas músicas da banda. Pendulum é a minha canção favorita desse álbum e a minha segunda favorita da banda, perdendo só pra tender buttons ❤, que se eu fizesse um top 10 das minhas músicas favoritas, tender buttons com certeza estaria entre as 5 primeiras da lista.


Menções honrosas

1 - Essa versão divina ao vivo de That Time se tornou minha segunda música favorita da Regina Spektor (não tem como ela criar uma música que supere Pavolv's daughter, mas, olha, That Time... ), e entrou para minha lista de músicas favoritas. 



2 - Talvez uma das melhores coisas que eu tenha feito em 2018 foi ter assistido o seriado Sherlock da BBC.  Como vou citar a série novamente nesse post, só vou dizer que desde que vi o episódio ''A Scandal in Belgravia'', nunca mais parei de ouvir Irene Adler's theme pelo youtube, já que infelizmente não tem disponível no spotify :( melhor episódio da série ❤.


3 - Gosto muito do trabalho da Vanessa Carlton. Escuto ela desde a minha pré adolescência quando eu tinha uns 11 anos. É a cantora que acompanho há mais tempo, e é muito engraçado ver toda a jornada e o amadurecimento nas canções dela, não só por ela, mas por mim também. É muito divertido e estranho pois ouvi as músicas dela em várias fases e momentos, mesmo que muitos ainda achem que Vanessa Carlton seja cantora de uma música só, por causa do hit a thousand miles e não fucem todas as músicas de todos os álbuns. Tem muita coisa boa e melhor que a thousand miles que vale à pena ouvir. Há alguns meses, Vanessa fez o cover de uma música de uma outra artista, a música se chama Lonely girls. Ouvi as duas versões e, particularmente, prefiro o cover da Vanessa Carlton do que a música original, pois achei que o cover de Vanessa tem um ar totalmente mais melancólico que a música original.




Livro

Um Amor Feliz, Wislawa Szymborska

Simplesmente amo a Wislawa. Infelizmente, a obra dela não é muito grande, além de ser pouco conhecida aqui no Brasil. Se você quer conhecer um outro autor e gosta de poesias, segue a indicação. Acho muito difícil alguém não gostar dos poemas da Wislawa, eles são simples, na maioria das vezes diretos, a linguagem é acessível e há leves toques de ironia. Além dos poemas, no final desse livro há o discurso incrível que ela disse quando ganhou o prêmio Nobel de Literatura em 1996. O poema cujo o título foi dado ao livro é um dos melhores dessa coletânea. Particularmente, há alguns poemas que me tocaram mais, Um amor feliz, por exemplo, e O resto, Poça d'água, Adolescente, Ausência, O ódio, Elogio a irmã, e Vida difícil com a memória.  



Assistidos

Não assisti tantos filmes quanto gostaria de ter assistido, e dos poucos filmes que assisti, não favoritei nenhum, e apenas dois me marcaram verdadeiramente, como Infinity War, pois as pessoas falaram tanto desse filme que de repente me vi maratonando todos os filmes do universo da Marvel apenas para assistir Infinity War, e não me arrependi, finalmente entendi o que se passa naquele universo, e mesmo não sendo uma fã compulsiva da Marvel, tudo é muito divertido de se acompanhar e assistir, e mal vejo a hora de Capitã Marvel e de Endgame estarem nos cinemas. O outro filme que me marcou bastante foi Children of Men, mais antigo, de 2006.  É uma distopia onde as mulheres não conseguem mais engravidar e a humanidade encara a possibilidade de extinção. É um filme ótimo, com cenas brilhantes e realistas, mas já adianto que não tem um final feliz (ao menos, o final fica em aberto), é aquele tipo de filme que quando termina deixa mais reflexões que esperanças. 

Acompanhei (ou, em alguns casos, tentei acompanhar) mais seriados em 2018, e nem foram tantos, e Sherlock da BBC foi um deles. Não existem palavras que expressem tudo o que sinto em relação aos personagens e às relações estabelecidas por eles graças a um elenco sensacional desses (nem me importo tanto com o mistério e as soluções dos crimes, particularmente, só com o desenvolvimento dos personagens, para variar), principalmente a relação entre Sherlock e John. Tive minha adolescência toda para ''shippar'' personagens e supostos casais e só fui shippar com 21 anos, acontece ¯\_(ヅ)_/¯. 

Claramente eu assistindo o episódio em que o John se casa com a Mary. ''Isso está acontecendo, isso não deveria estar acontecendo''. Que vontade de dar um abraço no Sherlock nesse episódio :,(

Depois, tentei assistir Grey's Anatomy, e consegui, até a quinta temporada, mas parei porque, apesar dos temas importantes e do protagonismo que a série mostra, nada ali me tocou verdadeiramente, especialmente os personagens. Acho que uma das únicas personagens que gostei dali de verdade foi a Bailey, provavelmente porque era a personagem mais sensata, profissional e coerente, junto da Cristina (apesar de que tenho uma relação de amor e ódio com a Cristina, enfim). Em seguida, assisti Killing Eve, por causa da Sandra Oh, e gostei bastante, com exceção daquele final, quer dizer, não do final especificamente, mas da reação da Eve diante da própria ação. Se ela não queria fazer aquilo, por que fez?

  
Assisti a nova versão de She-Ra e as Princesas do Poder (sendo que nem cheguei a assistir a versão antiga, risos) disponível na Netflix, e amei. Mal vejo a hora da segunda temporada. É um desenho infantil, mas que fala de tantas coisas importantes, principalmente para meninas e mulheres, que é impossível deixar de lado, ainda mais no momento em que vivemos, onde muitas pessoas querem nos convencer de que o que nós temos de lidar constantemente ''não é tão ruim assim'', principalmente quando muita gente diz que ''o que vocês querem é demais''.

Comentários

  1. Ah, eu gosto tanto do Johnny Cash <3 (E tem como não gostar de uma voz marcante daquelas?)

    Seu post me deu vontade de ouvir mais dele, e da Bush. Engraçado que eu meio que nem ligava para "Wuthering Heights", mas, depois que li o livro que dá título à canção, não tem como não fazer voz fina e cantar HEATHCLIFFFFF gritado, haha!

    Morrendo de vontade de ler o livro de poemas também.

    Abraços, Leticia!

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    1. Uma voz inconfundível daquelas <3
      Ainda não consegui terminar de ouvir tudo dele, é muuita música. Da Kate eu ainda tô mais nos álbuns antigos pra me familiarizar melhor com a artista. Aah, assim que li o livro acabei descobrindo essa música da Kate pois na época fui pesquisar ''wuthering heights'' no youtube pra ver se aparecia alguma adaptação cinematográfica, e assim que ouvi amei completamente. Aquele final do livro (e do Heathcliff!) e a Kate Bush gritando Heathcliff, é maravilhoso.
      Lê sim, o livro de poemas da Wislawa é sensacional.
      Muito obrigada, Larissa!
      Abraços.

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  2. adorei o jeito que você descreve as músicas que ama, o que percebe no histórico do artista e a sua vida relacionada a isso, me identifiquei demais!

    vou tentar ouvir algumas coisas. principalmente das antigas, porque sou dessas!

    que 2019 seja positivamente musical, cinematográfico e literário para nós <3

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    1. Obrigada, Helen. Quando amo uma música/álbum/artista falo com prazer a respeito, e até fico excessivamente entusiasmada haha. Música é algo tão bom, lava a alma e a preenche de uma forma que dá mais alívio pra vida da gente. E em 2018 a música literalmente me salvou, enfim.
      Ouve sim haha.
      Que assim seja, Helen. Para todos nós <3

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